segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Homofobia e não-discriminação

A técnica é velha mas nem por isso deixa de ser eficaz. Desde que se conseguiu inscrever em textos jurídicos o direito à “orientação sexual” e o princípio da “não-discriminação” que os defensores (não confessados) da promoção da homossexualidade pública e liberta se empregam a atacar, sempre que surge essa oportunidade, os que supostamente teriam comportamentos de desrespeito daquelas normas apelidando-os de “homófobos” e “discriminadores”.
Ponhamos as coisas nos seus lugares: dum ponto de vista humanista e universalista, é bom que haja leis que revoguem as anteriores e antiquíssimas proibições (e criminalizações) da homossexualidade e que não haja prejuízo ou desfavorecimento de pessoas por serem homossexuais, tal como por motivo de religião, filosofia, etnia ou opinião. E hoje, felizmente, nos países ocidentais, cada pessoa adulta é livre de levar o tipo de vida afectiva que entender.
Mas, sendo a “orientação sexual” uma responsabilidade estritamente individual, amadurecida e consciente, algo devia ser feito para moderar o seu incentivo, promoção ou propaganda. Por exemplo, no caso da educação sexual em escolas, onde existe um comprometimento público na matéria, deveria haver o mais escrupuloso cuidado em que a conveniente formação dada aos adolescentes fosse bem separada e prevenida de qualquer espécie de “orientação” ou tentações proselitistas, e conduzida em articulação com as famílias – tal como devia acontecer nos eventuais ensinamentos religiosos e talvez mesmo no plano da formação cívica.
Porque, de facto, existe qualquer coisa como um movimento militante ou “causa” em favor da difusão da homossexualidade – o que, de resto, é compreensível por parte de quem se sente diferente da maioria e procura no alargamento e banalização lenitivo para esse incómodo –, de forma análoga aos movimentos de expansionismo religioso, do socialismo, dos nacionalismos, do ecologismo, etc. E um movimento militante tem sempre a suas regularidades sociológicas: mentores, activistas, pessoas equilibradas e que a ele aderem racionalmente, mas também gente obtusa e fanática e grande número de “seguidistas”.
Daí a facilidade com que estes usam, tacticamente, armas como essa de conquistar ancoragens legais que lhes permitem apostrofar com tais qualificativos (“homófobos”, etc.) as pessoas que não partilham do seu credo ou meramente querem proteger os mais frágeis contra a “propaganda”.
JF/ 28.Fev.2011

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