sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Uma revolta exemplar

Finalmente, Mubarak caiu no Egipto, pela pressão da rua, sem acções violentas contraproducentes, numa fantástica pulsão de liberdade. Para a frente, tudo são interrogações, desde a atitude do exército às interferências externas, dos resultados de umas possíveis eleições livres até à acção das forças islamistas, do respeito pelo tratado de paz com Israel até ao que decidirão quanto ao território de Gaza (que era seu).
Mas o caminho seguido até aqui pelas populações urbanas contestatárias do statu quo e reclamantes da mudança tem sido notável de contenção e de concentração na recusa dos factos e símbolos que já não suportavam mais: o presidente e a sua clique de poder; as perseguições policiais; as restrições às liberdades; o estado-de-sítio em vigor há décadas.
É uma boa lição para muitos outros. E oxalá pudessem manter-se nessa linha daqui em diante.
JF/ 11.Fev.2011

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