terça-feira, 28 de setembro de 2010

Guerra informática

A imprensa internacional de hoje relata um suposto ataque informático que já afectaria 30.000 computadores no Irão, que não seria obra de piratas mas o resultado de uma acção premeditada de entidades estatais, que várias vozes apontam como sendo os Estados Unidos ou Israel.
O “vírus” Stuxnet teria a particularidade de atacar prioritariamente os programas informáticos de gestão das indústrias. Seriam seus alvos predilectos as grandes instalações de tratamento de águas, de abastecimento de energia eléctrica, de regulação de tráfegos, oleodutos, centrais nucleares, etc.
É claro que as autoridades persas já afirmaram que se trata de “uma parte da cirber-guerra do Ocidente contra o Irão”, mas isso entra no campo da intoxicação informativa.
Como quer que seja, o certo é que os sistemas informáticos tomaram uma posição absolutamente nevrálgica em todos os países do mundo e, havendo conflitos abertos entre estados, é lógico que constituam (simultaneamente) mais um alvo e um instrumento, que pode ser usado com intuitos destrutivos, de forma discreta, com ou sem aspecto de pirataria.
A sofisticação tecnológica tem destas consequências. Pode produzir efeitos devastadores sobre a vida quotidiana de milhões de pessoas sem se dar a conhecer e sem a brutalidade da violência e do sangue. Mas não deixa de ser guerra.
JF/28.Set.2010

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